terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Pergunta que não quer calar.


Escândalo da receita de Serra chega aos EUA


Daqui vinha o dinheiro do CEBRAP do FHC e do jenio

O Conversa Afiada reproduz e-mail do amigo navegante Rogerio Mattos Costa:

Companheiros:

Esta matéria do blog dos amigos do presidente Lula é tão instigadora, que não consegui deixar de escrever meus comentários…

Eis o verdadeiro “ESCÂNDALO DA RECEITA” dos Tucanos:

Como terá Serra, conhecido e perigoso lider esquerdista, ter conseguido não só entrar nos EUA, vivido lá, conseguido fazer mestrado sem diploma de graduação, em plena época da guerra fria e da Operação Condor?

Como terá conseguido enganar duas ditaduras, a CIA, a Imigração, a Receita Federal do Tesouro dos EUA e o Departamento de Estado e o Departamento de Educação e ainda por cima, casado com uma moça com sobrenome “Allende”?

Como FHC conseguiu isso, nos já sabemos…

Abraços

Rogerio

O ESCÂNDALO DA RECEITA CHEGA AOS EUA


Rogério Mattos Costa, de Madrid

Qual foi a receita de José Serra para ter entrado, vivido e se diplomado nos EUA, se ele fugia de duas Ditaduras Militares, a brasileira e a chilena, sendo um conhecido esquerdista e líder máximo da UNE, bem no tempo da “Operação Condor”?

A pergunta realmente procede: como foi possível que um líder estudantil, presidente da União Nacional dos Estudantes do Brasil, super-conhecido dos órgãos de repressão, tenha conseguido obter o visto para entrar nos EUA, ganhar o “Green card”, viver por vários anos e ainda  bolsa de estudo para fazer mestrado numa caríssima universidade privada americana, sem ser formado, sem ter dinheiro e com um a conhecida ficha policial de esquerda?

Qual foi a fórmula, ( ou qual foi a Receita, para usar uma palavra da moda … ) que Serra teria usado para conseguir ficar incógnito, por cinco anos,  como imigrante nos EUA, sem ter sido incomodado e ainda ganhar dinheiro para viver e estudar numa universidade das mais caras, setor completameente vigiado e controlado pelos órgãos de segurança daquele país?

Afinal , Serra era muito conhecido…

Ele era  nada mais nada menos do que o ex-presidente da União Nacional de Estudantes, que foi invadida, incendiada e destruída pela Ditadura que foi implantada com a ajuda do governo americano, que mandou para cá sua Sétima Frota para apoiar os “revolucionários”…
E mais ainda: como teria conseguido fazer tudo isso, se era casado, desde 1967, com uma senhora com sobrenome “Allende”, o mesmo sobrenome do presidente deposto do Chile, morto como “perigoso comunista” pela Ditadura chilena, aliada dos EUA?

·         Teria sido Serra beneficiado por uma “distração” ou “ineficiência”do Departamento de Imigração dos EUA, bem no auge da guerra fria e da implantação de ditaduras sangrentas em toda a America Latina e na África?

·         Será que foi falta de coordenação entre os órgãos de repressão da América Latina e dos EUA, bem na época da “Operação Condor”, pela qual centenas de militantes de um país eram presos no outro e entregues nas fronteiras, para serem torturados  e mortos?

·         Ou será que Serra tinha amigos influentes no Governo super direitista radical de Richard Nixon, que o ajudaram, correndo  o risco de serem acusados de encobrir um terrorista, punido como traidor dos EUA, justo na época em que estudantes que protestavam contra a guerra nos EUA eram espancados, presos e condenados?

Afinal, qual foi a Receita do Serra?

De que forma José Serra, o líder esquerdista radical, teria conseguido enganar ao mesmo tempo ditadura brasileira, a ditadura chilena, a CIA,a imigração americana e o Departamento de Educação dos EUA? Ah, é claro: como Serra teria enganado a poderosa Receita Federal dos EUA? Ou ele não declarou sua receita quando morava lá?

Esse homem é um gênio! Além de ser muito modesto, pois nunca nos contou como teria conseguido essa façanha, que é digna de um James Bond e supera em muito a saga de José Dirceu, que foi para Cuba, fez plástica e morou incógnito no norte do Paraná…

Como Serra teria sobrevivido?

Onde teria morado?

Como Serra teria tirado a carteira de motorista nos  EUA?

Quem teria pago seu aluguel, a calefação, suas refeições, suas roupas e viagens?

Quem pagou para ele estudar? De onde vinham os recursos?

Qual foi a receita que Serra usou, nesses anos de chumbo?

Esse é o verdadeiro escândalo da receita que Serra fica devia explicar aos brasileiros: como conseguiu tudo isso?

Graças a dois livros que a mídia pouco divulga, nós já sabemos qual foi a receita de FHC, seu velho amigo, sócio no CEBRAP e companheiro fundador do PSDB…

Você quer conhecer mais sobre a Receita de FHC?

Clique nesses links abaixo:

http://acertodecontas.blog.br/livros/o-que-fhc-tem-a-ver-com-a-cia/

http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2009/09/22/fernando-henrique-cardoso-ex-presidente-do-brasil-foi-colaborador-agente-da-cia-central-de-inteligencia-americana-usa-afirma-frances-stonor-saunders-londres-movimento-verdade-sao-paulo/

http://correiodobrasil.com.br/fhc-fundacao-ford-e-dolares-da-cia/131810/

Ou vá até o Google e clique as palavras: FHC CIA NED.

Eu desejo a Você um Bom Dia da Independência!

E uma Boa Pesquisa!

Mas não se esqueça de mandar os resultados que você encontrar para todos os blogs que você conhece, bem como para FOLHA DE SÃO PAULO, o GLOBO e o ESTADÃO….

Afinal, eles estão dando tanta atenção para o caso da Receita do Serra, que devem estar interessadíssimos em conhecer mais esse escândalo, não é?

Veja a matéria original aqui:

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/09/biografia-secreta-de-serra-nos-eua-no.html


O jornal Folha (*)  de São Paulo, de domingo, disse que enviou um enviado especial à Bulgária para “investigar” os antepassados de Dilma Rousseff.


Se o enviado fosse ali perto, na vizinha Romênia, talvez encontrasse traços da linhagem de José Serra, na região da Transilvânia…


Mas deixando a piada de lado, vamos ao que interessa:


O que importa mais ao leitor de um jornal?


Saber sobre o próprio José Serra, principalmente de seus supostos estudos nos EUA que, para ele, o faz “o mais preparado”, ou buscar ancestrais longínquos de Dilma na Bulgária, terra natal de seu pai, mas que ela nunca teve maiores vínculos, pois nasceu, cresceu e viveu toda sua vida no Brasil?


A decisão da Folha seria como procurar parentes distantes de Serra na Itália, ou, quem sabe, na Transilvânia.


Mais interessante do que isso, é um episódio que instiga a curiosidade de qualquer jornalista: Como José Serra saiu foragido do Chile com o golpe que derrubou Allende em 1973, e foi encontrar as facilidades de morar com a família justamente nos EUA, o país que mais apoiou o golpe?


Seria natural Serra se exilar em países europeus, ou no Canadá, ou países socialistas. Mas não nos EUA de Richard Nixon e Gerald Ford, ainda mais com Henry Kissinger com o porrete na mão, conduzindo a política externa.


Os EUA eram ferozes aliados incondicionais das ditaduras latino-americanas até o fim de 1976. Só houve mudança de posição com a posse de Jimmy Carter em 1977.


Como e em quais circunstâncias levaram Serra a escolher viver o “american way of life” entre 1973 e 1976?


Como Serra conseguiu o green card nos EUA? Como ele se sustentou lá? Como ele conseguiu estudar nas caras Universidades estadunidenses? Ainda mais sem ter o diploma de Bacharel em Economia? E quem pagou essa conta, já que ele diz que o pai não era rico?


Neste período, entrou em ação a famigerada Operação Condor que eliminava, com assassinatos, líderes da oposição às ditaduras militares.


A Folha deve uma reportagem sobre esta singela curiosidade que a nação brasileira tem o direito de saber, e Serra foge do assunto.


Seria a tese de Serra neoliberal, para subsidiar as privatizações do governo Pinochet?


Outro mistério é o conteúdo da tese de Serra “Some aspects of economic policy and income distribution in Chile, 1970-1973″ (Alguns aspectos da política econômica e distribuição de renda no Chile).


Seria uma tese neoliberal, da “Escola de Chicago” de Milton Friedman?


As teorias da “Escola de Chicago” inicialmente embasaram a administração econômica da ditadura de Pinochet no Chile na década de 1970, com os “chicago boys”, antes mesmo de serem adotadas, na década de 80, por Margaret Thatcher na Inglaterra e por Ronald Reagan nos EUA.


Seria Serra um “chicago boy”, usado para fazer estudos que instruíram o governo de Pinochet nas privatizações chilenas?


É preciso lembrar que no governo FHC, estas teses foram praticadas pelo próprio Serra no Ministério do Planejamento.


O blog procura o paradeiro desta tese, para fazermos o sacrifício de ler e ver se Serra foi um “Chicago Boy”, como se suspeita.


Serra, que deveria se orgulhar de sua obra acadêmica, parece imitar FHC no estilo “esqueçam o que escrevi”, porque não divulga sua tese em nenhum lugar na internet.


Quem souber do paradeiro, favor encaminhar ao blog.


Leia também:

- O mistério da fuga de Serra para os Estados Unidos

- Procura-se! Além do diploma, a tese do Serra.

domingo, 5 de setembro de 2010

Ciclo de Palestras Sócio-Ambientais

25, agosto, 2010 Comments off

Afonso 1301 recebe apoio de radialistas


A cada dia a campanha de Afonso ganha mais adeptos. Os diversos setores da sociedade têm apoiado a candidatura do futuro deputado federal. Ontem, em um café da manhã, foi a vez dos radialistas declararem seu apoio a Afonso. No encontro com representantes do Sinterp (Sindicato dos Trabalhadores em Rádio, TV e Publicidade), Afonso ratificou seu compromisso com a democratização da comunicação, o direito à informação e a liberdade de expressão.
Na reunião, Afonso e os radialistas destacaram a necessidade de criação de uma Secretária de Comunicação na Bahia para a formulação e execução de políticas públicas para o setor. O Irdeb, por exemplo, seria integrado à Secretária, fortalecendo a radiodifusão pública do estado e garantindo a participação e o controle social.
“Tivemos um avanço na comunicação. As conferências foram muito importantes, mas é necessário avançar mais”, disse Afonso.
À frente da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Afonso fez uma gestão democrática, voltada para aqueles que mais precisam, tendo como base a participação e o controle social. O seu mandato não será diferente – será um instrumento de luta coletiva, assegurou o candidato, durante a conversa com os radialistas, ratificando o seu compromisso com a categoria e com a defesa da democratização da comunicação.

Direitos democráticos. E seletivos?

Para a grande mídia, a democracia para o povão é como o pão faltando para Maria Antonieta: por que não comem brioches, ora...
A mídia está “indignada” com a quebra do sigilo fiscal de alguns altos tucanos. Um crime – não é possível usar meias palavras para o que é este acesso ilegal – que, até agora, carece de autoria mas, sobretudo, de motivação. Precisa, também, de uma mudança de nome porque o que existe, até agora, é o acesso ilegal, mas não o vazamento de informações sigilosas porque, exceto no caso de Eduardo Jorge, que tem tido a visita frequente a estes dados por ordem – e parece que também sem ordem – judicial, nada vazou. O caro leitor viu ou ouviu algo sobre o que conteriam as tais declarações violadas? Não? E espero que nenhum de nós venha a ouvir nada sobre elas, senão em razão de investigações fiscais ou judiciais, que é a única maneira legal e correta de que venham a público tais informações.
Embora, como eu tenha deixado claro, não tenha a menor condescendência com quem agiu assim – e quem teve a vida familiar devassada como os Brizola fala isso de cadeira – é estranho que nossa imprensa não demonstre nada parecido com a santa ira de que está possuída agora, quando se trata de outros atentados à democracia.
Não me recordo de um editorial dizendo que os níveis de pobreza do Brasil eram um atentado à democracia. Ou de que é uma vergonha um país imenso como o nosso tenha tanta gente sem um pé-de-chão. Ou que o lucro dos bancos brasileiros é obsceno e transfere para quem não produz e não apóia a produção boa parte da renda do trabalho, das pensões e aposentadoria e das empresas que produzem e empregam.
Não me lembro de nada disso; estarei desmemoriado? Mesmo as matérias sobre as deficiências na saúde e na educação eu só as vejo quando os governantes estaduais ou municipais não são da predileção da grande mídia.
O estado democrático de direito, que inclui, pela nossa Constituição, os sigilos bancário, fiscal e telefônico é, também, condicionado ao “dono” . O sigilo fiscal de Guilherme Estrella, diretor de Exploração da Petrobras foi violado em plena tribuna do Senado e não houve um artigozinho condenando.
E o estado democrático de Direito, para a nossa mídia, não inclui os direitos sociais do povão. Qualquer melhoria para ele é “demagogia”, “populismo”, “clientelismo”. Governante que os promove, mesmo sem tirar nada de quem tem, é “messiânico”, “personalista”, “ignorante”.
As próprias garantias do pleito democrático são abertamente manipuladas. Serra tenta impugnar a candidatura Dilma com argumentos pífios, que não podem ser considerados sequer numa conversa de botequim e o máximo que se ouve é que isso é um erro. Um ex-presidente como FHC escreve e assina nos jornais, hoje, um artigozinho em que pede o mesmo – “chama a atenção que nenhum procurador da República, nem mesmo candidatos ou partidos, haja pedido o cancelamento das candidaturas beneficiadas (pelo prestígio de Lula), senão para obtê-lo, ao menos para refrear o abuso” – e não se considera isso uma ameaça à democracia.
Vejam bem: acham absurdo um presidente pedir votos e não acham um absurdo um ex-presidente, que tem candidato – pedir a cassação do registro da candidata favorita, que tem 50% ou mais da intenção de voto popular.
Nos custou muito atingir a democracia e, mesmo demorados, ela nos deu os frutos que colhemos agora. Nossa democracia, a depender de nossa imprensa, é assim: todos os direitos para poucos- “os nossos” – nenhum direito para muitos, “essa ralé”.
A democracia brasileira, para não ser uma fantasia, depende da democracia da informação. Com esta mídia, teremos nela, sempre, um inimigo da democracia real. Porque ela é parte de uma elite que despreza o povo brasileiro. E, quando o povo é desprezado, que democracia pode haver?

Dias na Carta: dá para virar ?
Não. Bye bye Serra forever

    Publicado em 04/09/2010
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Voto com ideologia é coisa de minoria


Saiu na excelente coluna de Mauricio Dias, “Rosa dos Ventos”, na Carta Capital desta semana, pág. 14:

“Nenhum candidato à frente nas pesquisas, como Dilma, no horário eleitoral gratuito perdeu a eleição.”


“A campanha de Serra tenta evitar que tudo piore ainda mais e busca fôlego em slogan surrado – “Hora da virada”  (*) – diante do fracasso dos factóides. O fato é que não houve virada em nenhuma das cinco eleições realizadas após a retomada da disputa pelo voto direto, em 1989, já com a propaganda eleitoral no rádio e na televisão”.


“A vitória da Dilma, se confirmada, jogará por terra, mais uma vez, a influência da mídia sobre eleitores de renda mais baixa  e de menor escolaridade. É um mito alimentado pelo preconceito. A imprensa brasileira, em ação implacável contra a candidatura Dilma, talvez aprenda que pobres e ricos só votam por interesse concreto. Voto ideológico, à esquerda ou à direta, é instrumento político de minoria.”


(*) Segundo Emir Sader, trata-se da “hora da virada … de mesa”.

Clique aqui para ler “Serra abandonou a campanha. O problema dele é enfrentar o Amaury”.

Umidade do ar ultrapassa Serra

Saiu mais uma pesquisa Datafolha. Ela revela que o humor do eleitorado se manteve estável nos últimos dez dias, apesar dos sucessivos ataques da mídia e da oposição contra a candidatura governista. Dilma Rousseff subiu de 49% para 50%. Serra, caiu 29% para 28%. O fosso que separa a petista do tucano é, agora, de 22 pontos.
Os que pretendem votar em branco, nulo ou nenhum são 4%. E 7% estão indecisos. Candidatos de partidos pequenos não chegam a 1%.
As más notícias para a campanha tucana não para por aí. Um dado escondido no miolo da pesquisa mostra que 81% dos eleitores declaram que estão “totalmente decididos” quanto à opção que fizeram. Apenas 18% afirmam que podem trocar de candidato nos 30 dias que faltam para o encontro com as urnas, em 3 de outubro. Mesmo que ocorra a quase impossível hipótese de todos estes 18% migrarem para a candidatura Serra, ainda sim Dilma continuaria na frente.
Principalmente porque a taxa de eleitores com 100% de certeza de seu voto é bem maior entre os que preferem de Dilma (85%) do que os que optam por Serra (77%). O número de pessoas que se dizem convencidas de que Dilma será a próxima presidente aumentou, revelando que o forjado "escândalo" da quebra de sigilo fiscal não só não tirou votos de Dilma como ainda reforçou a convicção do eleitorado da candidata de Lula.
Há dez dias, 63% dos eleitores achavam que a candidata de Lula prevalecerá sobre Serra. Hoje, 69% compartilham dessa opinião. Só 15% acham que Serra será o vencedor --pouco mais da metade dos que declaram voto no tucano. No caso de Marina Silva, 1% acredita na sua vitória.
A divulgação da nova pesquisa do Datafolha saiu de manhã, e a tarde a umidade relativa do ar em São Paulo estava 30.6º, três pontos acima dos 27% que Serra obteve na pesquisa.

*Celso Jardim (Com informações do portal Vermelho)

domingo, 29 de agosto de 2010

GABEIRA

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"Quem ninguém nunca mais ouse duvidar da maturidade política do povo brasileiro".

Foi mais ou menos essa frase que Lula disse ao ganhar em 2002 e tem repetido em alguns discursos ao redor do país.

Frase sensata. Ainda que falte muito, é óbvio que o povo abandonou certos picaretas.

Resta a classe média, eterna alienada, se dar conta. Mas até ela já está percebendo o que foi arrastado para debaixo do tapete da política.

Sendo assim, figuras como Fernando Gabeira, um aproveitador de ocasiões, tem sentido na pele que não basta ser o queridinho da mídia. Em certas ocasiões, é melhor até ser por ela odiado. 

Gabeira é o seguinte. Fez parte do sequestro do embaixador americano nos anos 60 e está impedido eternamente de entrar nos Estados Unidos. Não pode nem ir para a Disneylândia. No linguajar da imprensa brasileira, ele seria um terrorista. Mas não é assim que a Veja (a sereia) e os jornalecos o tratam. Gabeira é o queridinho da elite branca do Rio, que desfila na praia de camisetas  alvas pedindo paz. Mas consumindo drogas em seus apartamentos, não ligando de onde essa droga vem ou qual a consequência do tráfico. Elite hipócrita. Como Gabeira. 

Nos estertores das eleições de 2002 o "verde" deixou sua sigla, o PV, e entrou para o PT. Levou toda a bancada do partido com ele: um deputado. Ele mesmo. Isso virou até piada, na época. Gabeira viu a oportunidade na sua frente. Percebeu que Lula venceria e ele poderia pegar uma carona. Mais tarde, quando as coisas começaram a esquentar com as tais denúncias do mensalão, ele, Heloisa Helena, Ivan Valente, Plínio (o atual candidato do PSOL) e mais uma galera, se mandaram do partido. Não queriam ser vitrine. Preferem ser sempre pedra. É bem mais cômodo.

Era mais cômodo. Gabeira caiu nos braços da imprensa brasileira, que recrutava dissidentes. Os mais vendidos aceitaram ser bucha de canhão da direita nacional, a mesma direita que  tanto criticaram. E assim continuaram sua carreira política rumo ao ostracismo. Um por um, foram caindo. Jefferson Perez (morto), Pedro Simon, Gabeira, HH, Eduardo Suplicy. Cada um deles, em seu tempo e de um modo específico, foram entrando para a gaveta eternamente trancada dos políticos esquecidos pelo voto da pessoa comum. Encantaram a "elite". Mas só essa meia dúzia não elege mais ninguém.

Gabeira deu seu último suspiro. Perderá de lavada porque aceitou ser capa da Veja e traiu seus próprios princípios. Princípios aliás, que dizia ter. Ninguém sabe se tinha mesmo. Era mais um dos que pensam "cansei de ser esquerda, vou me esbaldar, agora".
Parece que o povo não é tão imbecil quanto eles pensam. Trololó da oposição o zé povinho já cansou. Quer ver atitudes. O PT, com todos os seus milhões de defeitos, tem atitude. Botou a mão na massa e aceitou ser vitrine. Alguns pagaram caro, com a própria sobrevivência política, pra não desmontar o partido todo e a governabilidade. Funcionou, porque o partido está forte como nunca. Acabou com a concorrência.

Os vendidos estão apenas colhendo o que plantaram. Gabeira é o exemplo mais evidente.